Viana do Castelo - Praça da República - Antigo Campo do Forno

Planta de Viana do Castelo
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Chafariz

Substituiu, no mesmo local, outro chafariz que já brotava ao nos inícios do século XVI. chafariz actual ficou concluído nos finais de 1559. Deve-se ao mestre canteiro, de reconhecido mérito, João Lopes (O pai, ou o velho).A Câmara Municipal firmou contracto com João Lopes em 1553 para a necessária e custosa obra de canalização da água desde o lugar distante de S. Francisco do Monte (Abelheira).
Em tempos (século passado e 1° quarto do séc. XX) ainda possuía gradeamento de ferro e algumas bicas, assemelhando-se ao fontenário de Caminha.

Antigos Paços do Concelho

Desde o 1°quarto do séc. XVI até meados do séc. XX. Estilo Manuelino inerente à época de construção, mas de raiz gótica. Logo sobressai o recorte ameiado do edifício, definido por série de merlões chanfrados. Edifício sobradado: um primeiro andar sobre uma logia com 5 arcos de ponto subido, estilo Gótico; três portadas rectangulares na frontaria (andar nobre), o símbolo heráldico de Viana (caravela de 1 velas pandas) e, a atestar a época manuelina . da construção - edifício iniciado no refnado I de D. Manuel I e concluído no de D. João lIII a esfera Ermilar e cruz de Cristo. Este espécime é versão «tardo-gótica» de modelos da Galiza (Noya, Bayona, Pontevedra...), pela solução de portas e escadaria exterior, em pleno séc. XVI (obra de canteiros galegos radicados, no NO de Portugal).

Portal de entrada para a Igreja da Misericórdia.

A igreja actual constitui um dos monumentos notáveis ,notáveis de Viana do. castelo, em estilo Barroco .apresentando relativa sobriedade decorativa exteriormente, que contrasta com a profusão de talha, azulejaria e pintura no interior. Ás obras de reedificação do templo conciuíra,-se em 1720 sob a autoria do Engenheiro Militar e Arquitecto Manuel Pinto Vilalobos.A porta de acesso enquadrada por pórtico de colunas caneladas e frontão quebrado em volutas, donde emerge a imagem de Nossa Senhora com seu Filho morto.

Casa das Varandas ouda Misericórdia

Obra atribuída o mestre canteiro João Lopes, «o Moço» (filho do autor do fontenário fronteiro). Conclusão: 1589. A frontaria constitui um dos exemplos mais originais de arquitectura quinhentista em Portugal. Apresenta varandas rasgadas a toda a largura do edifício, sobre uma lógia. Conjugação admirável de elementos «tardo-renascentistas», de influências italiana e flamenga, à excepção do remate de frontão triangular e dos acrescentos setecentistas. Estilo Maneirismo: motivos de influência italiana, contidos na lógia do piso térreo,.com cinco arcadas de colunas jónicas, e na composição volumétrica das galerias superiores, as célebres varandas alpendradas; influência flamenga, através da ornamentação figurativa na face anterior dos pilares de secção quadrangular, com pequenas esculturas adossadas a pedestais invertidos. Nos primórdios de Setecentos, o edifício da Misericórdia foi reformulado (exteriormente é visível, sobretudo, na fachada Poente). Deve-se ao engenheiro militar e arquitecto talentoso, Manuel Pinto de Vilalobos, discípulo do não menos célebre Miguel de Lescol, que projectou e orientou a execução de importantes obras de arte militar, civil e religiosa no País, principalmente no Alto Minho. Vilalobos herdou o talento artístico do Mestre e, com rara originalidade, riscou obras em toda a cidade (então vila), de estilo inconfundível, contido, exteriormente, nos silhares e outros elementos estruturais e decorátivos à base de granito bem aparelhado, em edifícios civis e religiosos