| Planta de Viana do Castelo | |||||||
| O navio Gil Eanes funciona como Pousada da Juventude | |||||||
| Viana do Castelo - Doca - Navio Gil Eanes | |||||||
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| Viana tem a sua história ligada à pesca do bacalhau, e à navegação à Groenelandia e Terra Nova. Em 1504 havia na Terra Nova colónias de pescadores de Aveiro e de Viana do Minho. Em 1506 um dos principais portos bacalhoeiros era Aveiro. Entre 1520 e 1525 existiu, na Terra Nova, uma colónia de pescadores de Viana do Minho que se dedicava à pesca sedentária - pescavam e secavam o peixe ali mesmo. A permanência ia de Abril a Setembro.O período de dominação dos Filipes (1580-1640) levou quase à extinção da pesca do bacalhau .A recuperação da Pesca do Bacalhau só se faz no séc. XIX. Até lá, 90% do consumo interno do bacalhau é importado. Em 1830 foram criados incentivos à pesca com a extinção do pagamento dos dízimos e com a construção de 19 barcos. Os navios usados até à 2ª grande guerra eram veleiros, só na década de 20, apareceu a assistência aos barcos feita por 2 barcos a vapor - Carvalho Araújo, em 1923, e Gil Eanes, em 1927.O atraso português no processo de industrialização determinou que esta pesca se prolongasse pelo século XX (até 25 de Abril de 1974) com base numa tecnologia ultrapassada: pesca à linha de mão, munida dum único anzol, a bordo dos dóris, pequenas embarcações individuais de fundo chato e tabuado rincado, com um comprimento de 4 a 5 metros e 80 a 100 Kg de peso, apoiando-se nos tradicionais veleiros de madeira. Tratava-se, contudo, de uma técnica de pesca bastante menos agressiva dos recursos dos que as redes de emalhar ou de arrasto.Os últimos grandes veleiros foram construídos em 1937: Argus, Santa Maria Manuela e Creoula, mas poucos anos se mantiveram nesta faina. A última viagem dum lugre - o Gazela Primeiro - ocorreu em 1969. O navio Gil Eanes que actualmente serve de Museu e de Pousada de Juventude é o segundo navio com a mesma tarefa e nome. O primeiro foi um vapor de fabrico alemão de 1927. Em 1954 é que começou a operar o actual navio Gil Eanes. Por se tratar de pesca sesonal, que durava em média 6 meses, era necessario apoiar a frota de pesca (mais de 70 navios), com mantimentos, água e gasóleo. A pesca do Bacalhau foi encarada durante a época o estado novo, como uma guerra, pela dureza do trabalho, equivalente à guerra no ultramar. Na altura não existiam cotas de pesca, a pesca naquela altura era uma “olimpíada”, ganhando quem pescasse mais e mais depressa distribuisse o bacalhau. |
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