Almeida
É uma Fortaleza Abaluartada, a mais monumental do país, semalhante à de Valença e de Elvas. Confronta-se com Real Fuerte de la Concepcion do lado de Espanha .

Almeida terá tido origem na migração dos habitantes de um castro lusitano, localizado a norte do lugar do Enxido da Sarça, ocupado em 81 a.C. pelos Romanos, e depois pelos povos bárbaros. Dada a sua situação em planalto, os Árabes chamaram-na Al-Mêda (a Mesa). Talmayda ou Almeydan, tendo construído um pequeno Castelo (Séc. VIII-IX).

No período da Reconquista, os Cristãos tomaram-na definitivamente em 1100 e foi sucessivamente disputada a Leão, passando à posse portuguesa com o Tratado de Alcanizes em 1297. Recebeu foral de D.Dinis (1290) que reconstruiu o Castelo, e foral novo de D.Manuel (1510).

Junto ao Castelo de planta rectangular e quatro torres circulares, cresceu o núcleo medieval limitado pelas muralhas, cujo vestígio se vê na Porta do Sol, traçado que a Rua dos Combatentes acompanha e que define o velho burgo. No Castelo havia a primitiva Igreja Matriz. Após a explosão do Revelim do Poiol em 1810, motivado pelas invasões francesas, arrasou grande parte da vila, sendo esta Igreja transferida para a do Convento de N.Srª de Loreto - que apresenta um portal barroco - tomando o nome de Nª Srª das Candeias, cuja procissão se realiza a 2 de Fevereiro. A religiosidade popular está também assinalada nos Passos da Via Sacra.

Durante as Guerras da Restauração (1640-1686) Almeida era o ponto estratégico para a defesa da fronteira da Beira, e nessa altura é construido o primeiro forte, adptado à guerra "moderna", por mando do Governador de Armas da provincia da Beira, Álvaro Abranches. Esta fortaleza só ficaria concluida no final do séc.XVIII, com a vinda do militar germânico conhecido em Portugal como Conde de Lippe, que esteve ao serviço do reino durante o governo de Marquês de Pombal,para comando do exercito Português durante a guerra entre os aliados Inglaterra - Alemanha-Portugal, contra a hegemonia de França-Espanha.

Durante as invasões francesas, esta fortaleza foi tomada pelo exercito napoleónico pelo general Junot nos finais do ano 1807. Foi recuperado pelos portugueses e de novo tomado pelos franceses pelo general Masséna em 1810.

No Séc. XIX durante as Guerras Liberais (1832-1834) mais uma vez esta Fortaleza foi palco de lutas entre Absolutistas e Liberais, tenso as suas casamatas sido usadas como prisão para nada menos do que 1500 prisioneiros.

Só em 1927 é que esta Praça-Forte deixa difinitivamente de exercer funções militares. Em 1928 o conjunto é considerado Monumento Nacional.

A fortificação, em estilo Vauban, apresenta planta no formato estrelado irregular, com seis baluartes intercalados por seis cortinas com revelins, num perímetro abaluartado que atinge dois mil e quinhentos metros.