Coimbra
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal e da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa. No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanto e dos bairros ribeirinhos. Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com as reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal no final do século XVIII. Estas reformas vão ter grande impacto principalmente na alta da cidade, onde são criadas estruturas como o Jardim Botânico e alguns colégios da Universidade.
Universidade de Coimbra
Uma das mais antigas Universidades da Europa.
Fundada em Lisboa em 1290, foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537, instalando-se no Paço Real. Neste local terão os romanos edificado o pretoriumo que já diz muito da importância estratégica e logo militar do local. Foi depois o local da Alcáçova árabe que teria uma configuração geométrica similar à configuração actual. Com a conquista cristã veio a ser o Paço Afonsino, que o Rei D. Manuel reformaria profundamente, mandando também edificar a Capela de S. Miguel.
O edifício apenas passou a pertencer à Universidade em 1597, data em que esta instituição o adquiriu, durante o domínio filipino, ao Monarca Espanhol - Filipe II (I de Portugal). É nesta época que nascem ao lado do Paço novas estruturas: a Biblioteca, a Torre e a Via Latina. A Porta Férrea, também mandada instalar nesta época, continuou a marcar o local de entrada delineado no tempo da ocupação árabe.
Todo o conjunto foi reformado algumas vezes ao longo da sua história.
Casco Histórico de Coimbra
O casco historico de Coimbra desenvolve-se na encosta de um morro e que oferece ao visitante uma agradavel surpresa, um percursso pelas suas ruas estreitas com bares e alguns restaurantes, intercaladas com ricos monumentos como a Velha Sé, e a Igreja de Sta.Cruz. A Universidade está no topo deste morro, e tem o seu edificio mais antigo desenvolvido em páteo. O resto da Universidade de Coimbra foi construido durante a época de Salazar, no estilo monumentalista.
Mosteiro de Santa Cruz
O Mosteiro de Santa Cruz é um mosteiro da ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho localizado em Coimbra, Portugal. Fundado em 1131, nele se encontram enterrados os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. A qualidade das intervenções artísticas no Mosteiro de Santa Cruz, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos de Portugal. Foi fundado em 1131 por D. Telo (São Teotónio) e 11 outros religiosos, que adotaram a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. O novo mosteiro recebeu muitos privilégios papais e doações dos primeiros reis de Portugal, tornando-se a mais importante casa monástica do reino.
No início do século XVI, o rei D. Manuel I ordena uma grande reforma, reconstruindo e redecorando a igreja e o mosteiro. Nessa época são transladados os restos de Afonso Henriques e Sancho I dos seus sarcófagos originais para novos túmulos decorados em estilo manuelino.
Sé Velha
O interior da Sé Velha é de três naves e cinco tramos, com o transepto pouco desenvolvido, sendo a cebeceira formada por abside e dois absidíolos. A cobertura é feita por abóbada de canhão na nave central e transepto, e por abóbada de aresta nas naves laterais. A nave principal tem um elegante trifório (galeria com arcadas) no segundo piso. Todas as colunas do interior tem capitéis decorados com temas geométricos, vegetalistas ou animalistas. As janelas da torre-lanterna do cruzeiro e o janelão da fachada principal são as principais fontes de luz natural da Sé.
O claustro, construído durante o reinado de Afonso II situa-se na transição para o gótico, encontrando-se no lado sul do templo. Cada face do claustro possui cinco arcos quebrados, envolvendo cada qual um par de arcos geminados de volta perfeita, rasgando-se em cada bandeira uma pequena rosácea decorada com traceria muito simples. Os tramos são quadrados, com as naves abobadadas, sendo so arcos torais ogivais muito apontados e os cruzeiros de volta inteira. Os capitéis dos arcos são de cesto delgado, maioritáriamente com decoração vegetalista. O feito mais interessante de toda a obra são os cantos da quadra: aí dá-se o encontro de duas arcadas góticas que mutuamente se interrompem a meia altura, criando um efeito original.